Retrato de André Stangl

Sobre

André Stangl

Filósofo, educador e pesquisador da cultura digital.

Pesquiso as relações entre pessoas, linguagens, tecnologias e ambientes digitais desde o início dos anos 2000. Minha trajetória reúne filosofia, comunicação, educação e experimentação com diferentes formas de mediação tecnológica.

Sou graduado em Filosofia pela Universidade Federal da Bahia, mestre em Comunicação e Cultura Contemporâneas pela UFBA e doutor em Comunicação pela Universidade de São Paulo.

Atualmente, atuo como professor e pesquisador visitante no Instituto de Saúde Coletiva da UFBA, sou colunista do jornal Correio, de Salvador, e coordeno a Oficina de Linguagens Digitais.

Trajetória

Minha formação começou na filosofia e se ampliou para o estudo da comunicação, das redes digitais e das transformações culturais provocadas pelas tecnologias.

No mestrado, concluído em 2004, investiguei o hibridismo digital, as transformações da identidade nas redes e as relações entre humanos, máquinas e ambientes tecnológicos. Já naquele momento, interessava-me compreender as tecnologias não apenas como instrumentos externos, mas como mediações que participam da maneira como percebemos, nos comunicamos e construímos o mundo.

No doutorado, concluído em 2016, aprofundei essa reflexão por meio dos conceitos de coexistência mediada, ecologias cognitivas e atenção distribuída. Passei a pensar a cognição não como algo restrito à mente individual, mas como um processo distribuído entre pessoas, linguagens, objetos, imagens, dispositivos, redes e ambientes.

Nos últimos anos, essas questões passaram a orientar também minhas pesquisas e experiências com inteligências artificiais generativas, especialmente em suas relações com escrita, educação, criatividade, pesquisa e produção do conhecimento.

Pesquisa, ensino e formação

Minha atuação combina pesquisa acadêmica, docência, escrita e criação de projetos formativos. Desenvolvo cursos, oficinas, palestras, consultorias e materiais educacionais voltados a estudantes, educadores, pesquisadores, profissionais e instituições.

No Instituto de Saúde Coletiva da UFBA, participo de iniciativas relacionadas à educação digital, à saúde digital e à presença das inteligências artificiais nos processos de ensino, aprendizagem e produção científica.

Também colaboro com cursos de graduação e pós-graduação e participo de debates sobre cultura digital, inteligência artificial, autoria, educação, ética e soberania tecnológica.

Áreas de interesse

  • filosofia da técnica e da tecnologia;
  • cultura e educação digital;
  • inteligência artificial e linguagem;
  • cognição distribuída e ecologias cognitivas;
  • autoria, coescrita e processos criativos;
  • organização e produção do conhecimento;
  • ética, privacidade e soberania dos dados;
  • saúde digital e educação em saúde.

Oficina de Linguagens Digitais

Em 2019, criei a Oficina de Linguagens Digitais como um espaço de pesquisa, formação e experimentação dedicado às transformações da linguagem e da cultura em ambientes digitais.

A iniciativa nasceu da tentativa de aproximar debates teóricos e experiências cotidianas, tornando questões complexas sobre comunicação, educação e tecnologia mais acessíveis a diferentes públicos.

Por meio da Oficina, desenvolvo cursos, oficinas, textos, projetos e consultorias, buscando criar espaços nos quais seja possível experimentar novas tecnologias sem abandonar a reflexão crítica sobre seus efeitos.

Escrita e produção pública

Além das atividades de pesquisa e ensino, escrevo sobre cultura digital, inteligência artificial, educação, linguagem, ética e transformações tecnológicas.

Sou colunista do jornal Correio, de Salvador, onde procuro relacionar debates contemporâneos sobre tecnologia com questões culturais, sociais e filosóficas. Parte dessas colunas é republicada e organizada no site da Oficina de Linguagens Digitais.

Nos últimos anos, a própria escrita passou a fazer parte das minhas experiências de pesquisa. Tenho desenvolvido processos de coescrita com inteligências artificiais, procurando tornar visíveis as mediações, os critérios e as decisões envolvidas em cada texto.

Cursos e projetos atuais

Atualmente, desenvolvo um conjunto de cursos sobre coescrita, pesquisa e coexistência criativa com inteligências artificiais. Cada proposta atualiza as práticas e reflexões de acordo com as transformações dos modelos, das plataformas e dos debates sobre autoria, educação e produção do conhecimento.

As informações detalhadas, os programas, os históricos das edições e os materiais de referência estão reunidos nas páginas específicas dos cursos.

Uma abordagem baseada na mediação

Minha abordagem parte da ideia de que as tecnologias não são neutras nem permanecem do lado de fora das atividades humanas. Elas participam daquilo que percebemos, fazemos, lembramos, comunicamos e imaginamos.

Por isso, procuro evitar tanto a celebração automática das novidades quanto a recusa baseada apenas no medo. Interessa-me construir experiências que permitam observar concretamente as possibilidades, os limites e as consequências de cada mediação.

A reflexão crítica, nesse sentido, não acontece antes ou depois da prática. Ela se desenvolve junto com a experimentação, o registro e a comparação das experiências.

Princípios de trabalho

  • aproximar teoria e prática;
  • tornar visíveis as mediações;
  • preservar a responsabilidade autoral;
  • documentar processos e escolhas;
  • promover autonomia crítica;
  • valorizar tecnologias abertas e diversas;
  • atualizar continuamente conceitos e práticas.

Mais informações

Realizo palestras, cursos, oficinas, consultorias e projetos de formação relacionados à cultura digital, inteligência artificial, educação, pesquisa, comunicação e produção do conhecimento.